“El diez” voltou. De novo. Estará em campo contra o São Paulo, na quarta- feira, quando o Brasileirão recomeçar. Mas, agora, D’Alessandro espera que seja um retorno definitivo, em uma temporada recheada de acidentes até aqui. Dos 33 jogos do Inter em 2012, o camisa 10 esteve presente em apenas 12. Perdeu boa parte da Libertadores, devido à lesão muscular na coxa esquerda que o deixou parado por 34 dias, e sofreu pela TV com o fim do sonho do tricampeonato continental.

Não joga desde a final do Gauchão, em 13 de maio, quando por teimosia sua pediu para ficar no banco de reservas. A lesão no músculo da coxa (agora a direita) ainda incomodava. Mas, não fosse a coragem de D’Alessandro em voltar — e lesionar-se outra vez —, talvez o Inter não tivesse comemorado o Gauchão. Até o seu ingresso,no intervalo contra o Caxias, o futebol colorado era sofrível e a derrota por 1 a 0, merecida. Com o argentino no comando, o Inter virou o jogo.

— Eu queria estar presente para ajudar, assim como contra o Fluminense (dias antes, pela Libertadores), mas, para o Rio, não tinha condições. Depois daquela semana de treinos, pedi ao Dorival para concentrar. Não sabia sequer se ficaria no banco, mas estava com muita vontade de estar com o grupo. Faria tudo de novo — contou D’Alessandro.

Um dos principais companheiros de D’Ale vem sendo Elio Carravetta. O coordenador de preparação física do Inter dividiu com o argentino o drama de assistir a parte da temporada do lado de fora do campo. Carravetta elogia:

— Esse guri foi de uma garra e de um profissionalismo impressionantes. Como treinávamos somente os dois, costumava perguntar a ele: “Você está bem, não quer descansar mais entre um treino e outro?”. E ele invariavelmente respondia: “Professor, venho a hora que o senhor marcar. Sou profissional, estou a sua disposição”. É um cara que sabe a responsabilidade que tem para o time.

Por mais de 60 dias na temporada, D’Alessandro precisou aplaudir em vez de ser aplaudido. E não gostou nada de se transformar em torcedor. Em noites de jogos, realizava fisioterapia em dois turnos com Mauren Mansur e Rodrigo Rossatto e, depois, subia para as cabinas ou ia para a frente da TV em sua casa, se a partida fosse fora.

— Fui a todas as partidas no Beira- Rio. Ficava no vestiário dando apoio aos companheiros e depois assistia aos jogos — relembra. — Ver de fora é a pior coisa para o jogador, fico muito nervoso, porque não posso ajudar em campo. Por vezes, ficava sem voz de tanto gritar. Não é boa essa experiência de ser torcedor. Por isso estou louco para voltar.

Matéria de Zh - 02/06/2012.


Argentina 4 x 0 Equador - 02/06/2012.


  • Everyone: It's just football
  • Me: It's much more than that.
  • Me: It's my reason to live. It's why I'm alive.
  • Everyone: They're just a team...
  • Me: No, they're saviors, people's escapes.
  • Everyone: He's just a guy,
  • Me: He could be a god.
  • Everyone: They're ju....
  • Me: STFU, you don't deserve oxygen!.

Treino - 1/06/2012.


Os jogadores do Inter realizaram um jogo-treino na tarde desta sexta-feira, no gramado suplementar do Beira-Rio. D’Alessandro trabalhou durante 50 minutos, quando o time principal foi utilizado pelo técnico Dorival Júnior. Em seu primeiro teste mais forte com bola após a recuperação de lesão na coxa esquerda, o argentino demonstrou total desenvoltura participando de todos os gols da equipe titular. O camisa 10 marcou um golaço, deu passe para outro de Gilberto e foi um dos construtores das outras duas jogadas que resultaram em gols. A atividade foi dividida em três partes de vinte e cinco minutos cada. Nas duas primeiras, o time titular foi quem esteve em campo, com Dorival escalando Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Bolatti, Fred e D’Alessandro; Dagoberto e Gilberto. Diante da equipe sub-23, D’Alessandro foi o autor do único gol da movimentação. Na segunda parte do trabalho, Gilberto marcou três vezes para os titulares diante dos reservas e Tiago Santana descontou para 3 a 1 nesta etapa. O placar final ficou em 4 a 1 no total para o time principal, na quase uma hora de jogo-treino.

- Foi uma movimentação boa para a equipe, onde pudemos ajustar algumas coisas. Eu me senti bem nesse teste mais forte e isso é bom para ter ainda mais confiança daqui para frente. Estava trabalhando sem nenhuma dor e não senti nada nesse jogo-treino. Vamos ver como será a preparação até quarta, mas estou bem satisfeito, feliz de estar com todo o grupo e quem sabe poder voltar contra o São Paulo – destacou o camisa 10 colorado.
O Inter retoma os trabalhos neste sábado pela manhã. O próximo desafio no Campeonato Brasileiro será diante do São Paulo, na próxima quarta-feira, às 21h50min, no estádio Beira-Rio.
Fonte - 1/06/2012.


Com D’Ale, Sandro Silva e Nei de volta, Inter trabalha cabeceio, finalizações, passes curtos e lançamentos nesta manhã. (31/05/2012).


Leia a entrevista completa AQUI.


Há exatos 12 anos, D’Alessandro pisava em campo pela primeira vez como profissional do River Plate, foi no dia 28/05/2000 que El Cabezón começou a escrever a história da sua vida no futebol, em um jogo contra o Unión Santa Fé.

Depois disso, ele passou por vários times da Europa até chegar no Inter, e daí pra frente todos já sabem o que aconteceu, estamos aqui hoje, com o melhor camisa 10 que já tivemos, com um dos maiores ídolos que o Inter já teve, e pra mim, o meu maior com certeza.

Parabéns D’Ale, pelos 12 anos dessa carreira de vitórias que tu escreveste, ainda tem muitos pela frente e com certeza com mais glórias pra anotar no currículo, e obrigada por um dia ter escolhido a nossa torcida pra presentear com tantas alegrias. Seremos eternamente gratos a você por ter passado 4 anos (até agora, porque ainda virão outros) desses 12 com a gente.


TE QUIERO, BRASILEIRÃO!